quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mãe Mutter Madre Mere Havha


Por melhor que o pai seja, mãe é mãe. Tenho um amor incondicional pela minha mãe, somos muito parecidas, brigamos, batemos boca, mas também saimos fazer compras juntas, passear e é uma das companhias mais gostosas que tenho. Obviamente muito do que sou hoje, do que aprendi com ser mulher, adquiri dela.

Taí uma frustração que nunca vou conseguir superar e dizer "está cicatrizada e aceita", quantas e quantas vezes não chorei no colo do amado, pq nunca poderia dar um filho pra ele, o fato deu não poder ser mãe judia, tá, posso adotar? Posso, mas não sei, não tenho opinião formada sobre o assunto.

Eu queria mesmo era engravidar, gestacionar, ter um filho, do meu sangue fundido com o sangue do meu amor, sentir os enjoos, as vontades, ficar chata pelos hormônios, sentir a libido ir nas alturas, fazer sexo grávida (que dizem ser o melhor da vida), andar pelas ruas exibindo aquele barrigão lindo, engordar, inchar, ter estrias no quadril, ser uma grávida que faz pilates, ioga e assim dar a luz um filho, sofrer todas aquelas dores do parto, ver meus peitos caírem e o bico rachar com a amamentação. E não teria só um não, teria no mínimo 3 filhos, se tivesse bem financeiramente, aí seriam de 4 a 5.

E gostaria que o primeiro fosse um menininho, educa-lo pra ser um homem adorável, gentil, pois belo ele certamente seria na mistura linda entre eu e o pai dele. Ver naquele ser ambas as características, a minha boca e o narizinho do pai, meu cabelo e os olhos dele. Faria questão também de usar o sling, aquela faixa de tecido que as africanas usam para segurar/apoiar o bebê no colo e poder ter as duas mãos livres, sem falar no contato presente sempre, entre mãe e filho.

Passar os valores e condutas éticas que recebi, levar pra praia, tomar banho de banheira juntos, levar pra dançar quadrilha na escolinha, no tae kwon do e ao observar ele e o pai brincando juntos, reconhecer manias, caretas e expressões minhas e do pai, como uma mini-copia.

Ah a maternidade, no alto dos meus 24 (qse 25 anos), nesse momento, estaria grávida, seria uma mãe jovem e isso em nada atrapalharia minha carreira, pelo contrário, adoro a idéia de ser uma mãe multifacetada.

Um casal sem filhos é algo triste, solitário, não tem gato, cachorro, papagaio que dê jeito.

Minha dica, meu conselho, minha mensagem é... Mulher, valorize, goste e regojize-se em poder gestacionar, ser mãe, em poder dar a vida a outro ser, ame e curta demais esse seu momento quando ele chegar, pois ele é exatamente o que eu sempre vou querer e jamais poderei alcançar.

Lindo vídeo do Jornal Hoje sobre a utilização do Sling, cada vez mais popular no Brasil.

2 comentários:

Homer disse...

Oi querida,

Obrigado pelo elogio. Estou vindo retribuir sua sempre delicada visita.

Seus textos são igualmente tocantes, e com conteúdo, ainda que você esteja falando de amenidades.

Não acho triste um casal sem filhos. Creio que seja uma questão de ponto de vista. Não temos filhos, apesar de que minha esposa poderia gerá-los, e nos sentimos bem com isso. Um dia talvez adotemos, mas o dia em que houver condições financeiras, e emocionais para tal.

Mas não acho triste, acho que é apenas a escolha do que faz cada um bem.

Beijão e feliz 2009!

Jackeline Lourenço disse...

Olá! Obrigada por visitar o meu blog, fiquei mto feliz pelos elogios, e por pessoas como você que continuamos a escrever e a sonhar... Enfim, parabéns pelo blog, é de uma sensibilidade imensa, principalmente esta reportagem sobre o método canguru... ah, se me permitir divulgarei seu blog no meu...

Jackeline

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