sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Auf wiedersehen, bis 2011!


Como vocês meus leitores bem sabem, chegou minha hora de dar tchau e ir pras ilhas maurício atrás de sossego e descanso.

Mintchirynha! rs , mas né, vou viajar mesmo pra praia e só volto agora a ativa em 2011!

2010 foi um ano de reajustes, colocar tudo em seu devido lugar e dar andamento aos anos seguintes da década dos 20 e poucos, foi de realizações intensas, ter minha vida nas minhas maos de novo, eu no comando, volta aos estudos, novos amigos, reencontros esperados, fins definitivos a sangues-sugas e tirar da minha vida quem realmente só atrapalhava.

2011, ano ímpar, como eu gosto, deve reservar grandes surpresas, espero eu, positivas!

Desejo a todos um 2011 espetacular, cheio de realizações, metas cumpridas e novidades agradáveis e desafiadoras! Pq sem isso, a vida seria muito sem graça!

Bis 2011!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

2010 vai embora que já deu pra você

veeem 2011 e seja bem gentil comigo!

Que eu odeio ano par, nem é novidade! Mas até q 2010 nao foi de todo mal nao! Várias mudanças boas, conquistas, a meta anual foi obtida (é, eu tenho uma meta anual, junto com o namorido, e a gente batalha por ela o ano todo)!

Baixei meu peso quase ao que eu queria e espero terminar o ano na meta estabelecida! Pq 2011 promete ser um ano cheio de coisas boas, é impar e ultimo ano de facu, a coisa vai pegar!

Ando meio sumida do blog, to cheia de coisas, preparando pra viajar, to com visita em casa e tava em semana de provas, enton, agora FÉRIAS!

BJO e nos vemos com mais frequencia em 2011

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

As relíquias da morte - Parte I


Imagem emblemática para quem leu o livro.
Chega ao fim, uma das séries mais fascinantes (se não a mais fascinante) de uma era, de uma geração. Um sonho em uma viagem de trem, transformaria a vida de Joanne e de tantos milhões de fãs, Harry Potter e seu mundo ganhariam vida.

A hepatologia, que dispensa apresentações ou comparações será apresentada finalmente em duas partes, está de hoje e a finita em Julho 2011. As adaptações cinematograficas deixaram a desejar em filmes anteriores, mas tenho a esperança de que agora, divido, o resultado possa e deva ser melhor, sem cortes ou adaptações de enredo.

Neste último filme/livro, Harry Hermione e Ron, irão atrás das horcruxes restantes para finalmente poder tornar Voldemort mortal e destrui-lo numa luta final, entre Harry e o Lorde das trevas. Muita aventura, suspense e surpresa.

Harry Potter e as relíquias da morte - Parte I (Estreia mundial, 19 Novembro 00:01)
Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint
~160 Minutos
Direção: David Yates
Baseado no livro homônimo de J.K.Rowling

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Então é Natal!

Lindo demais!
Sou uma eterna apaixonada por Natal, final de ano, papai noel, boneco de neve e enfeites, amo demais essa época! Acho que tudo fica mais bonito! A casa decorada fica linda e tenho lembranças da minha infancia quando eu e meus pais saiamos caçando casas iluminadas pela cidade!

Os presentes, ai que delicia ser criança e ganhar aquele monte de presentes, de tda a família! E claro, depois de gente grande, também continuar ganhando, é tudo de bom! É um costume que eu faço questão de manter vivo e levar adiante na minha casa e com a minha família.

O projeto Papai Noel dos Correios já existe a muitos anos, mas muitas pessoas ainda o desconhecem, é simplesmente emocionante e que eu faço questão de participar já há 4 anos!

Crianças carentes escrevem cartinhas pedindo seus presentes ao Papai Noel, as cartas são catalogadas e ficam a disposição para serem adotadas pela população no correio central da sua cidade, você pode ler as cartinhas e o que estão pedindo antes de adota-la, tem vezes que a criança pede apenas uma barbie ou um carrinho, ou até mesmo roupa. Mas atenção, saiba avaliar bem, certamente, existem cartas com pedidos estratosféricos e muitas vezes desejos dos pais e não das crianças, por isso, dissernimento é a palavra chave! O mais legal é q voce pode ficar com a cartinha no fim das contas.

A campanha 2010 já está em vigor, portanto vá ao correio central da sua cidade, escolha sua cartinha, compra um presentinho lindo e que nao precisa ser caro, aí embrulha naquele papel bem bonito, coloca a etiquetinha com o código determinado pelos correios (cada cartinha tem um codigo) e entrega pessoalmente pra criança ou devolve na agência que retirou (eu prefiro devolver na agencia, pq o carteiro que faz a entrega, vai vestido de Papai Noel no dia 24 Dezembro).

Tudo que você faz de bom pros outros, volta pra você, em coisas melhores ainda, tenha certeza disso! O bem que voce vai fazer, vai ser pra si mesmo! Qualquer pessoa pode adotar uma! E a maior emoção, quem sente é você, por fazer a noite de natal feliz na casa de alguém e manter papai noel vivo!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

'Sou apedrejada diariamente' Lea T - Folha de São Paulo

Lea T.

Entre cruzes e espinhos, a brasileira Lea T., 28, abriu seu caminho na moda.


Apadrinhada pelo amigo Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy, estrelou desfiles e campanha da grife francesa. Em contrapartida, ganhou o pesado título de primeira top transexual do mundo. "Se eu pensar nisso de ser pioneira, nem saio da cama", disse a modelo, em entrevista exclusiva à coluna Última Moda, assinada por Vivian Whiteman e publicada na Folha de hoje.


Estrela de editoriais das maiores revistas do mundo, incluindo o próximo número da influente revista "Love", Lea também está sendo assediada por grifes brasileiras, que a convidaram para desfilar na São Paulo Fashion Week. A top acaba de ser contratada pela agência brasileira Way, que confirma os convites, embora não revele o nome das marcas


Lea, que nasceu Leandro, mora em Milão, para onde foi ainda criança, por conta da carreira internacional de seu pai, o ex-jogador de futebol Toninho Cerezo. De lá, por telefone, falou sobre família, carreira e do preconceito que enfrenta diariamente:

Folha - Por que você acha que Tisci te chamou para ser um dos rostos da Givenchy?

Lea T. - Pela nossa amizade. Conheci o Riccardo há uns dez anos, ele era recém-formado e estava batalhando pra entrar no mercado. Sempre nos ajudamos. E quando ele me chamou para fazer trabalhos para a Givenchy, primeiro como assistente dele e depois como modelo, eu estava passando por uma fase muito difícil, de depressão...

O que estava acontecendo?

Assumir a realidade de ser transexual é muito complicado. Sabe, comecei a pensar no futuro e não via nenhuma perspectiva, nada que pudesse ultrapassar o preconceito que eu sentia e sinto em relação a mim. E aí veio o Riccardo, que é capaz de entender a complexidade de um conflito humano. Ele me deu uma voz para que eu pudesse enviar uma mensagem.

E que mensagem é essa?

Que transexual não é sinônimo de promiscuidade, como muitos pensam. Que podemos ter amigos, batalhar por uma carreira, por nossa vida, que não precisamos baixar a cabeça, com vergonha de nós mesmos.

Quando você fez uma foto nua para a "Vogue" francesa, qual foi seu objetivo?

Mostrar o que eu sou hoje, meu corpo, minha verdade. Infelizmente, tudo foi deturpado, muita gente repercutiu aquilo como se fosse pornografia. Fiquei arrasada.

A indústria da moda posa de tolerante quando o assunto é gênero e sexualidade. Essa imagem é verdadeira?

Não. É claro que existem pessoas esclarecidas, mas tenho de me cuidar para não ser explorada, ridicularizada. Numa sessão de fotos, queriam que eu vestisse uma camiseta com um pênis desenhado. Desse choque barato, raso e burro não participo. Fora aqueles que me pedem pra ficar pelada entre uma foto e outra na frente de uma equipe gigante. Sobra hipocrisia e falta respeito.

Você faz um tratamento preparatório para a operação de mudança de sexo. Como isso afeta seu corpo?

Tomo muitos hormônios, que mexem com tudo, das formas do corpo ao humor. Fico cansada, com sono, triste, ansiosa. Além disso, para ser modelo, tenho de me encaixar no padrão das meninas, mas, mesmo com os hormônios, minha estrutura óssea é masculina.

E como o fato de você ser famosa tem afetado sua família, especialmente seu pai, que é um atleta conhecido?

Ai, é um sofrimento só. Escreveram em sites e jornais, no Brasil, que meu pai me odiava, que tinha nojo de mim. Isso é mentira. Eu amo o meu pai, e ele me ama. Não é fácil pra ele entender as escolhas que fiz para a minha vida, mas são dificuldades que enfrentamos com amor.

Toparia desfilar na São Paulo Fashion Week?

Quando publicaram absurdos sobre mim no Brasil, eu chorei, fiquei com raiva, falei que nunca mais pisaria aí. Mas repensei essa questão e acho que não tenho de ter medo. Se aceitei ser modelo para passar uma mensagem, não posso me acovardar.

Você faz análise?

Sim. Preciso muito da análise porque sou discriminada o tempo inteiro. Sou apedrejada diariamente: aguento olhares tortos e ofensas da hora que saio de casa até o momento que entro de volta. Se não fosse a análise, viveria trancada e deprimida.

O que é ser feminina?

Desde pequena meu pai dizia, "esse menino é muito feminino". É engraçado, porque eu não era do tipo que brinca de boneca e quer botar as roupas da mãe. Era uma coisa minha, de jeito mesmo. Acho que a feminilidade é assim, algo natural, que se mostra no cotidiano. Se eu saio de casa de moletom, sem make, pra andar com o cachorro, ninguém percebe que nasci homem.

Link da entrevista AQUI

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ah, se eu soubesse que era a última vez

...te falaria mil coisas, sem dizer uma palavra...

O céu chorava prantos de gotas, lágrimas, salgadas, ventava frio para um mês quente, a rodoviária fria, vazia, cinza, nebulosa, o concreto, o corpo tremia, as pernas não obedeciam, suava frio, nó na garganta e nos movimentos, silêncio, boca seca.

O abraço, forte, quente, incerteza, indecisão, insegurança e... 'vieram', em grande quantidade, soluçantes, descontroladas e apavoradas.

Palavras, palavras, sentimento, abraço sem-fim, firme e uma promessa não cumprida, 'elas' cairam com ainda mais força, as pernas parecendo de papel, coração em fórmula1, os lábios dão adeus, o último adeus, comprometidos, ora mortos, largar os braços quentes, o não-tocar, o deixar ir para não mais regressar, o aceno arrasador...

muitas 'delas', o auxilio do estranho, a água, o fim do chão, a partida, o último piscar dos olhos, a não-volta, a ida inevitável, ora temporária, tornar-se-ia definitiva.

Trecho de 'Um passado (des)interessante"

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ainda não foi esse ano que...

cabou com a minha festa!

...reconstrui minha amizade com o bruno, perdi totalmente o contato, não tenho coragem pra ligar na casa dele, até pq msn as vezes ultimas que ele entrou (milenios atras), tentei puxar assunto e nada de resposta e o google nao acha ele, nem no twitter, entao acho q ele nao existe mais! alguem conhece o brunão em ribs? saudades bruuuu! IDEM!

... que viajei pra Floripa rever meus queridos! Nem entrei no mar de floripa pela primeira vez! Floripa tá muito cheia de carga emocional pra mim e to pronta pra isso ainda não!

... que comprei meu Passat, é, ainda não foi dessa vez, não sobrou grana.

... que comprei minha casa, também não deu, tudo super inflacionou aqui e o dinheiro planejado pra isso, não foi suficiente, agora, bora juntar mais um pouco.

... que fiz preenchimento com ácido hialurônico nas palpebras inferiores, eu até ia fazer, mas to usando um creme da la roche-posay q dizem ter o mesmo efeito, fica pra 2011.

... que elegi meu candidato a presidente, até agora não elegi nenhum.

... que corri a maratona de NY, nem tive tempo de respirar com a faculdade.

... que aprendi a falar palavrão, sério, não sai, por pior q a situaçao se apresente acho q estou sendo grosseira se disser.

... que criei um twitter e um facebook, sério, traumatizei com relações computadorizadas, e por mais bacana e por mais que meus amigos queridos tenham, não tenho coragem de criar um.

... comprei aquela pulseira linda da H.stern, tipo corrente grega, ai ai! marido, ta lendo? pode me dar de presente! beijos!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A dificil convivência hormonal

La Lola, novela argentina divertida que tratava o assunto com suavidade!

Uma revolução da medicina, foi a invenção/descoberta dos anticoncepcionais, hormonios encapsulados para impedir a gestação e liberar a mulher para a vida sexual.

Anos mais tarde, surgiu a TRH, terapia de reposição hormonal, para devolver as mulheres depois dos 40 anos, a qualidade da vida sexual, lubrificação, libido, bem estar, diminuição de perda óssea, diminuiçao dos riscos cardíacos, ocasionados pela menopausa.

Nos meus 25 passados anos, já sou uma menopáusica, já que não produzo qualquer hormonio naturalmente (exceto os suprarrenais e o DHEA) que não suficientes nem para um passarinho.

Devido o desinteresse de endocrinologistas em se especializarem no meu caso específico, não canso de receber emails pedindo dicas de hormonizações e também nos foruns que participo, o assunto hormonização pós-cirurgia, é o mais citado.

Encontrei um artigo interessantíssimo, para quem lê fluente em inglês (clique aqui) legal é que fala tanto do tratamento para homens quanto para as mulheres pós-cirurgia. Acabei então entrando em contato com os especialistas, Dra. Tania Culham, Dr. Todd Sakakibara, e também com a nossa expert em endocrinologia, Dra. Amanda Athayde.

Com as suas respostas, acabei então percebendo que o tratamento da 'pilulazinha de anticoncepcional diário' não é a mais indicada para nossa situação, muito menos o simples 'não vou tomar nada' que muitas optam. A unanime resposta dos doutores, foi com hormonios modernos, a base do 17-beta-estradiol, via gel ou via adesivos em dosagens baixas e pré-definidas entre o médico e o paciente, que garantirá uma vida sexual saudavel, equilibrio hormonal satisfatório, diminuiçao da perda óssea e dos riscos cardíacos. E para minha surpresa, a confirmação de que os cremes vaginais a base de estriol, SIM, aumentam a lubrificação da neo-vulva com seu uso semanal!

Se tem algo que aprendi no meu tratamento, foi a importância dos hormonios, e que a diferença entre veneno e elixir-divino, é a dosagem e como vou ter que usa-los até meu ultimo dia por aqui, que seja tudo de forma correta, acompanhada e com exames regulares. Não façam loucuras, hormonios podem te matar!

Ps.Este blog ou este post, não tem a intenção de incentivar a automedicação!
Ps². Obrigada a Dra. Amanda pelo carinhoso email. Thanks dr.Tania and dr. Todd for yours helpful emails.

Divertido trailer da novela 'La Lola', uma pena não ter dvd.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

As lições benéficas do fracasso


"Em primeiro lugar, gostaria de dizer ‘muito obrigada’, não apenas por estar recebendo a honra de abrir esta formatura em Harvard, mas também as semanas de medo e de náuseas que me fizeram perder peso.

Na verdade, eu quebrei a cabeça e o coração para descobrir sobre o que eu iria falar aqui hoje, me perguntei sobre o que eu gostaria de ter ouvido na minha formatura, quais lições importantes eu aprendi nesse intervalo de 21 anos, entre aquele dia e este. E neste dia maravilhoso de celebração e sucesso acadêmico, eu decidi falar sobre os benefícios do fracasso.

O fato de vocês estarem se formando em Harvard sugere que vocês não estão lá muito acostumados com o fracasso. Vocês devem sim é ser perseguidos pelo medo dele, talvez tanto quanto o desejo pelo sucesso. Na verdade, sua concepção do fracasso não deve ser tão palpável, assim como para a maioria das pessoas comuns, é a idéia do sucesso, afinal, você já chegou tão longe.

Ultimamente, temos que decidir por nós mesmos o que seria o fracasso, mas se você quiser, o mundo tem uma idéia bem pronta a respeito. Então, acho justo dizer, que nos sete anos após a minha graduação eu falhei repetitivamente. Um casamento excepcionalmente curto que desmoronou, sem emprego, mãe solteira, e mais pobre do que se pode estar na Grã-bretanha, por sorte com um teto para dormir. O medo que meus pais tinham por mim, e o meu medo, ambos se tornaram realidade, e em todos os meios, eu era a maior fracassada que eu conhecia.

Mas, eu não vou chegar aqui e dizer que fracassar é divertido. Este período da minha vida foi o pior de todos, e eu não fazia idéia, de que o que a imprensa chama de ‘o conto de fadas’, iría acontecer. Eu não tinha idéia do quanto aquele buraco ia aumentar, e por muito tempo, a luz no fim do túnel era mais uma esperança do que uma realidade.

Então porque eu decidi falar sobre os benefícios do fracasso? Simplesmente porque o fracasso significa deixar para trás o que não é essencial. Eu parei de fingir para mim mesma que eu era algo que não era, e comecei a redirecionar toda a minha energia para terminar a única coisa que importava pra mim. Tive eu sucesso em mais alguma coisa? Eu nunca conseguiria ter sucesso em outra área, que não aquela que eu acreditasse e pertencesse. Eu estava livre, pois meu grande medo tinha se realizado, e eu continuava viva, tinha uma filha que me adorava, uma velha maquina de escrever e uma idéia brilhante. Assim foi que o fundo do meu poço se tornou um sólido alicerce no qual reconstruí minha vida.

Você pode nunca fracassar do jeito que eu fracassei, mas alguns fracassos são inevitáveis. É impossível viver sem falhar em alguma coisa, a menos que você viva tão cuidadosamente, que você não viverá de verdade, e desta forma, terá falhado da mesma maneira.

O fracasso me deu uma auto-segurança que eu nunca obtive passando nos exames finais. O fracasso me ensinou coisas sobre mim mesma, que eu não poderia ter aprendido de outra forma. Eu descobri que tenho uma força de vontade enorme e mais disciplina do que imaginava. Eu também descobri que tenho amigos, que são mais valiosos que rubis.

Saber que você está mais inteligente e mais forte do que antes dos reveses da vida, significa que, depois de tudo, seu instinto de sobrevivência estará fortalecido. Você nunca conhecerá a si mesmo, ou sua força, ou seu relacionamento, até que as adversidades sejam testadas. Tal conhecimento é um verdadeiro presente, que tudo que dói ensina, e que valeu mais do que qualquer coisa que eu já recebi."

J.K. Rowling, 5 Junho 2008.

A bilionária escritora, autora da série Harry Potter, considerada a mulher mais influente da Grã-Bretanha.
Para ler o texto completo em inglês
CLIQUE AQUI
Para ver o vídeo da leitura, veja abaixo.


*Texto adaptado e traduzido pela blogueira.

domingo, 3 de outubro de 2010

Para que decifrar os questionamentos todo o tempo?


E ficou a lição disso tudo!
 É curioso ver que em seis anos, as coisas mudaram tanto. Sei que já falei disso tantas vezes, que posso parecer repetititva, mas realmente me sinto em outra vida, um universo paralelo, ou seria aquele outro um paralelo e fantasioso? Creio que sim.

Em seis anos, vi um milagre acontecer, e não só eu, minha família e meus amigos mais próximos, viram este milagre comigo. Viram uma pessoa nascer adulta.

Juro, a sensação de que as coisas não vão funcionar, é muito grande. Os hormônios debilitam o sistema nervoso, transformam completamente as reações cerebrais, é uma tempestade, com raios e trovoados, constantemente, por pelo menos um ano e meio, os picos de humor e depressão, os surtos de desesperança, é realmente algo assustador e dificil de controlar, o milagre parece que nunca virá.

Os pêlos que pareciam intermináveis, grossos, que sangravam nas primeiras depilações, hoje são resquícios. A pele, áspera, com espinhas, hoje se mostra suave e lisa. Os cabelos, fortes, cheios e longos. Sim, o milagre se concretizara aos poucos.

Até cirurgia facial alguns juram que fiz, mas não, foi tudo obra Dele, da paciência do 'Bordado', para quem não conhece, leia com atenção:

"Minha mãe bordava muito, todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia: "Mãe, o que a senhora está fazendo?" Dizia-lhe que de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: "Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição." Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: "Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?" "Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?" "Por que estavam cheios de pontas e nós?" "Por que não tinham ainda uma forma definida?" "Por que demorava tanto para fazer aquilo?" Um dia, ela me chamou: "Filho, venha aqui e sente em meu colo." Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse: "Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo."

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: "Pai, o que estás fazendo?" Ele parece responder: "Estou bordando a sua vida, filho." E eu continuo perguntando: "Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros. Por que não são mais brilhantes?" O Pai parece me dizer: "Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim... e Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição." Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando."

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um ano de peitos fartos!

A linda Kim Kardashian não me deixa mentir!

A satisfação de ter os peitos que sempre quis, não tem preço! A dor dos primeiros dias, já nem lembro mais, só me lembro agora, quando me olho no espelho e me vejo, definitivamente, eu!

A falta dos seios, sempre foi algo extremamente incomodo pra mim, a genética nunca foi o forte da minha família (vide os genes podres que herdei) portanto, o $$ do papai, resolveu a questão. 350ml me pareceu absurdo nos primeiros dias, era algo enorme, brilhava e as blusas 46 mal fechavam, sutiã, 46 ou 48 pra ficar folgadinho. Hoje, depois de já terem desinchado, usando 44, acho que o 46 me caía bem viu? rsrs

Mas a auto-estima é um negócio muito louco mesmo, porque é instantaneo, porém, nem tudo foram rosas, um dos resultados não gloriosos, foram os 20 dias atoa e comendo, ou seja, quilinhos que estou lutando até hoje pra jogar fora mas ta dando certo (santa caraluma fimbriata, amem), o verão que me aguarde sequinha na praia!

O noivo, ta só que baba né, adora ficar olhando, apertando e né? Reclamo não!

A cicatriz, to tratando ainda, com uma pomadinha magica la, que o médico jura que vão ficar qse transparentes, mas o problema é da minha pele (lembra do lance da genética? então...)

Minha sugestão é, você, que tem sonho de pôr, tem medo, acha q vai dar estria, q não vai ficar natural, bom, procure um bom cirurgião, escolha uma boa marca de prótese (as minhas são perthese) e seja feliz gata!

Ps. Má, nariz e peitos novos em 2011 hein, to na torcida por vc!

domingo, 26 de setembro de 2010

Nany People desde criancinha!

Muah! Arrasa!
Dia 28 próximo, terça-feira, começa mais uma 'A Fazenda' na Record, eu confesso que não acompanhei as outras edições, pelas sub-celebridades fúteis e whatever. Agora, esta edição, vou acompanhar por ser fã da Nany People.

Querida, extrovertida, divertida, inteligente, é o tipo de pessoa que gosto de graça, sem o menor pq, nem a conheço pessoalmente! Mas tem carisma, tem luz própria!

Nany, toda boa sorte do mundo pra voce lá dentro e espero q em Dezembro vc saia vencedora! Veja abaixo a entrevista concedida no Jô Soares no mês de Agosto, imperdível!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Promessas de uma vida

"Mein Kind, bewahre die Gebote deines Vaters und laß nicht fahren das Gesetz deiner Mutter"
Já me declarei várias vezes avessa a religiões, porém, sendo devotadamente cristã e crente em Jesus e Sua força. Já citei das vezes que era pequena e rezava pedindo pra morrer por não entender o que acontecia comigo, que rezava rosário de madrugada para acordar 'pronta' no dia seguinte e encerrar o sofrimento. Pois bem, dessas vezes loucas, nunca fui atendida (ainda bem), mas obtive a tranquilidade, a inteligência para entender e atravessar de mãos dadas com Ele.

Todavia, entretanto, porém, sempre confiei nas promessas, numa conversa franca e justa com Ele lá de cima, estabelecer uma 'penitencia' em benificio de algo, e olha, não tenho do que reclamar não! Fiz uma, determinada em Agosto e olha, fui atendida já, agora terminar de cumpri-la até ano que vem.

Parte desta promessa era doar roupas e calçados que estavam enturrados no guarda-roupa, e pois bem que o fizemos, o bêm e eu, ontem fomos a um abrigo de crianças e levamos um sacolão de doações e ainda, de brinde dei alguns brincos, pulseiras, e os 3 dvds da saga crepúsculo, imagina a cara deles???

Só tenho de dar graças a Ele, por tudo que já me proporcionou, por tudo que me deu e me dá, agora é só retribuir com quem precisa e claro, continuar sem coca, mais um bom tempo!!! rsrs

Para quem ainda não conhece este vídeo, vale a pena assistir e refletir, independente das suas crenças, das suas convicções, preste atenção!


Ps. Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe - Provérbios 6:20

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eutanásia, o direito de morrer

Esse é o rosto de um assassino?

Este final de semana finalmente assisti You Don´t Know Jack, produção da HBO com Al Pacino sobre o famoso Doutor Morte, Jack Kevorkian, ganhador de 2 Emmys em 2010, incluindo melhor ator para Al Pacino.

A história real e chocante deste médico e da sua retratação fiel no filme, nos coloca num paradigma, num dogma, que creio eu, cada um tem suas convicções. Mas mexeu muito comigo e com todos aqui em casa, a decisão foi unanime, todos aqui, nas situações retratadas, optariamos pelo suicidio assistido, ou eutanásia.

Câncer de pancreas, alzheimer avançado, esclerose multipla, câncer de ossos, entre tantos outros mais de 100 pacientes do dr Jack. Mas o filme também mostra os casos negados pelo dr. e sua equipe, como pessoas em depressão, ou em doenças não tão graves.

A grande questão levantada pelo dr. Jack, ainda vivo, com seus 82 anos, é o direito pela morte digna, com o minimo de sofrimento, libertar da dor pessoas que já não vivem mais, não apenas lhes retirando comida e agua e os deixando morrer por inanição, ou desligando os aparelhos e causando morte por sufocamento, mas morte com consciencia, com anestesia, com drogas instantaneas e sem dor.

Bom, fica minha dica para quem quiser ver um bom filme e refletir sobre um assunto no minimo intrigante.
torrent do filme em dvdrip

link para download da legenda

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma vida com delay

Seis anos de delay, só comigo!
Pois é, na minha vida não convencional, apesar do choque da realidade, da maturidade, do crescimento forçado ter sido precoce, algumas coisas ocorreram com certo delay, aquele atraso não-típico.

Seja pra adolescencia que eu não tive e com 23 resolvi curtir durante oito meses, de pura loucura, ensandecência. Show internacional, beber todas e cair no chão (mas sou uma bebada limpinha), chegar de manhã cedo em casa, fazer novos amigos de infância (alguns não tão amigos assim). Viajar pra conhecer novas cidades, novas pessoas e descobrir que Floripapópolis é muito mais que praia (tem Chuvisco)!

Faculdade, que já era para eu ter feito uma inteirinha, to na metade da primeira, até me liberar pra falar palavrão (é, não falo palavrão) hoje xingo, principalmente a testosterona!

Eu amo a Barbra Streisand, adoraria ter vivido no século XVII, com aqueles vestidos armados estilo 'Maria Antonieta', sem o fim que ela teve e tomando muito mais banho.

Até Friends, que acabou em 2004, só acabará semana que vem pra mim. Até FRIENDS.
Alias, eu nunca conclui!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ler Ouvir Comer Rezar Amar

Julia em cena de 'Comer Rezar Amar'

Meu novo atual vicio, é otimizar meu tempo livre, que tem sido pouco, das 23.30-7.00, portanto, como gasto meia hora para ir e voltar da facu, tenho ouvido audiobook no carro, ao invez de musicas (apesar de continuar amando musica).

O meu primeiro audiobook, baixado ilegalmente é o 'Comer Rezar Amar', explico, estava lendo nas férias, mas surgiram tantas coisas e meu sono anda tao atrasado (e eu nem sou mãe ainda) que começo ler e durmo, portanto, na metade do livro, peguei e comecei o audiobook na ida e na volta da facu.

Pois bem que me encantei pela técnica, ainda mais pq a versão baixada, é narrada pela própria autora, Elizabeth Gilbert, com entonação, com emoção, com toda a sensibilidade e a força de cada palavra.

O best-seller, dispensa apresentações e em breve o filme com a Julia Roberts vai vir para completar a minha jornada pelo auto-descobrimento, que seria apenas de Liz, se não abrangesse a todas. Como diz a propria autora, este livro deve ser lido junto com sua melhor amiga, aquela que se ama, por isso, o exemplar da Má, já está nas mãos dela e sim, vamos poder conversar e nos identificar com tudo que se passa com ela.

Vou citar um spoiler, sem ser um spoiler, mas que me ajudou tanto, me falou o que eu precisava ouvir, me ensinou algo que eu precisava aprender e que me levou as lágrimas enquanto dirigia.

Liz, lá pelo capitulo 60, é levada para o alto de uma torre no ashram que está vivendo e lá deve cumprir 10 mandamentos de libertação para poder descer. O mais dificil de todos, ficar até se perdoar e perdoar ao seu ex, e seguir com sua vida. Ela toma conta, de que pela mágoa, pela dificuldade do seu divórcio, que ela nunca mais terá a chance de se sentar e conversar com seu ex marido, de acertar ponteiros, pedir desculpas por eventuais erros... porém ela se da conta, de que o perdão, cabe a nós darmos, nós oferecermos e assim nos libertarmos e acontece uma das cenas/passagens mais lindas do livro, onde liz, espiritualmente convida seu ex marido para essa libertação, para esse ajuste de contas e ela sem saber se por espirito, se em sonho, se em alma, o encontra, o recebe, apenas o abraça, chora e ali, naquele instante, ocorre o perdão e a libertação de mágoas passadas, de ressentimentos e que sim, a plena consciencia de que nunca mais se veriam, mas também não lhe cabia mais tentar compreender ou se remoer por isso, que seu espirito estava, enfim, em paz.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Parlez vous Gossip? OMD


Pra quem é fã e adora G.G (Gossip Girl para os alienados rs) nao vê a hora do dia 13 Setembro chegar!

Saiu o trailer/promo da nova temporada! E vi também uma idéia genial no site da Constance Zahn de uma noiva que fez seu chá-de-cozinha / chá-bar com inspiração no glamuroso seriado!

Dúvida que eu vou copiar dicas? rsrs! Mas minha inspiração, certamente não será a Serena! "Blair Feelings"

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Com a ajuda do Doutor Oz

Não, eles não cortam fora e colocam num pote pra recordação!
Muito se falou nos últimos dias sobre Lea... algumas notícias louváveis (outras deploráveis), o que a define, como é, se isso ou aquilo, pessoas são indefiníveis.

Lea conseguiu uma proesa, manter-se esbelta (apesar de todo tratamento hormonal), com um corpo altivo e de modelo, sem traços que ressemblem ao que foi um dia.

Quem é seu pai? Se sabe como vive? Em virtude das circunstancias, é o que menos interessa. Interessa é que Lea se encontrou, será feliz consigo mesma, é respeitada pelos irmãos, pela mãe e na profissão em que escolheu para si, sendo uma das atuais estrelas da moda na europa, sendo elogiada, pasmem, por Anna Wintour (a Miranda de verdade do 'Diabo veste Prada').

Lea irá realizar seu sonho maior em breve, sendo realista, sabendo das limitações do seu corpo e do seu futuro corpo, Lea É realista, como todas as outras na mesma situação deviam ser.

Lea é discreta, vive sua vida com o estilista italiano Riccardo Tisci, não busca ser celebridade ou levantar uma bandeira, preza sim, viver sua vida, corrigindo os erros naturais.

Lea, minhas boas energias e boas vibrações para você, SORTE e SUCESSO!

Post em homenagem ao meu outro aniversário, do renascimento pós-cirurgico.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Se Favoritando!

                                                                Congrats Darling!

Teve uma época na minha vida em que eu detestava ver os anos passarem e nada mudar, ganhar presentes que nada tinham a ver comigo, e celebrações por algo deplorável. Hoje faço aniversário e com o retrospecto, aprendi que gosto da idade que tenho, das coisas que conquistei, comemoro (de verdade) ainda mais porque Agosto celebra também meu renascimento! Se favoritar é o que há, porque se você não favoritar a si mesmo, como esperar que outros o façam? Por isso se adorar e se divertir consigo mesmo é tão super-über!

Nestes 26 anos posso me gabar das amizades que fiz, e da facilidade que tenho para lidar com as pessoas, para intermediar situações e lidar com egos diferentes, mesmo que hoje já não tenha o mesmo contato com alguns, sei que basta a gente se rever e a sensação de amizade, vai ser como se o tempo não tivesse passado!

Outra coisa que posso me vangloriar é tudo que aprendi, o que a vida me ensinou, o que fiz com a vida que recebi, não é por nada não, mas acho que posso me gabar das decisões acertadas mais do que dos erros, de ter tido maturidade com tão pouca idade e sabido que eu precisaria lutar para ser 'Eu'. Venci batalhas duras e hoje colho os louros de muitas sementes de primeira linhagem que foram plantadas.

Escrevi muito, mas poderia ter escrito muito mais, talvez ter feito um rascunho de um livro, mas me da uma pregui... quando penso nisso rs! Realizei grandes sonhos que alguns só sonham e claro quebrei a cara em vários.

E o coração? Essa bomba leonina que tenho no peito, amei muito, de várias maneiras e várias pessoas, e ainda amo, cada qual em seu jeito e sua maneira, alguns simplesmente tranquei em uma salinha restrita e outras foram para prateleiras empoeiradas e reservadas, para quem sabe um dia, serem revisitadas. Agora só tenho planos pro casamento, tanta coisa, noiva pena!

Tanta coisa, esse texto já ficou grande, sei que muitos vão falar: “só 26, que novinha” , mas o que importa não é a idade, mas como passou por todos esses anos, e posso não ter vivido bem os primeiros 20, mas os últimos seis, que me aguardem os proximos, tenho sede.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lado construtivo

Linda ne? Me gusta!
Com a procura louca e ensandecida em busca do lar-doce-lar, eu e o noivo divagamos sobre o projeto da casa, a forma que ela deve ter, o que não pode faltar (box com 2 chuveiros), e claro, discutimos sempre sobre a personalidade da casa.

Meu lado construtivo, realmente está ligado a massa, a construção em si. Amo, tenho paixão, por hobbies manuais, ou seja, pintar parede, restaurar móveis, erguer tijolos, fazer um jardim, uma horta, eu sou retardada por essas coisas. Faço questão de pintar os comodos, cada qual com uma cor vibrante e diferente, móveis antigos e reformados pela proprietária, alem do canil estilizado, da horta orgânica e o quarto do filhote então, ai que eu vou surtar legal. Não to falando de artesanato nao, pq artesanato não faz minha praia, fica dica.

Chega a ser ridiculo o quanto a gente começa a reparar em obras, nas revistas de decoração, no preço do saco de cimento, afinal, agora pra mim tudo gira em torno dos R$18,00.

Nada de aquisições na vida dessa ex-patricinha.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O lado negro da Leonina

Ai Blair! Esse nosso sangue leonino! MUAH!
Antes de qualquer coisa, quero dizer que amo ser deste signo. Amo e me dou bem com leoninos e leoninas.A leonina é A líder, a rainha, o brilho, mas insegura, precisa de adornos e mimos, senão, sua auto-estima é como a de uma ameba na quaresma.

Quer levantar uma leonina?

Elogie-a, finja que a opinião dela é A suprema, e que sem ela, sua vida seria uma vida vulgar e miserável, típica de personagem secundário de novela do SBT.

Quer derruba-la?

Ignore-a, ria das suas roupas e modos exagerados ,não aceite suas verdades prontas e você verá esta felina louca, chorando pelas selvas da vida.

A Leonina é bem generosa, sempre dá um bom presente e mesmo quando pobre, ela se destaca pelo bom gosto e pela ambição. (Laura prudente sabe?)
Ela sempre será (junto com seu irmãozinho taurino) aquela que venderá as garrafas velhas do quintal, para comprar o lindo vestido para o baile da escola (enquanto o irmão taurino, guardará o dinheiro).

Leonina quando decide conquistar algo ou alguém, é um inferno, porque ela consegue, porque te cerca, te segue, te perturba.

Sabe aquela magrela linda e alta?
É leonina...

E quando você, homem, solteirão convicto e pegador, prova, descobre que o beijo dela é TUDO-de-bom, que ela é carinhosa e quando você percebe...É todinho dela, MEDO!

É ciumenta, dramática e cheio de manias.
E cuidado com amantes leoninas, elas de alguma forma, conseguem se tornar as primeiras-damas, até porque não suportam a hipótese de serem a segunda opção.


O suicidio perfeito pra leonina, é tomar um veneno na noite de natal, 5 minutos antes da ceia, para causar... Leoninas adoram fins dramáticos e inesquecíveis!!!



As leoninas são rainhas de tudo, o pobre homem que as servir (geralmente o par-perfeito, o sagitariano) será sempre um súdito.
Porque são bravas, gastadeiras e querem atenção o tempo todo.
Manhosas, adoram criar um conflito só para no final, ganhar no debate.
Mas em geral são fiéis, dedicadas e muito fogosas... (Ui!!!)

Egoístas , podem desequilibrar os parceiros com ciúmes e exigências.
Mas no geral, quando a Leonina está equilibrada (ou seja, no comando de tudo), é cheia de vida, calor e humor.
Tem ambição, trabalha bem e sim, quer ser reconhecida.
Amam aparecer, amam o destaque, o palco, a vida.

Não existem muitas leoninas por aí, viu? É um dos signos com menos representantes.Até porque realeza, não se acha em qualquer esquina, né?

Na empresa, sobem de cargo rápido e no refeitório, sempre estão na mesa dos chefes.
E mesmo se for doméstica (senta lá cláudia), com a roupa toda suja, o cabelo estará impecável, toda leonina tem uma relação forte com o cabelo (a juba, OBVIO!).

Leão
5º casa do Zodíaco - 22 de Julho a 22 de Agosto
Príncipio: Ativo
Dia: Domingo
Elemento: Fogo
Pedra: Âmbar
Parte do corpo: Coração e Coluna
Metal: Ouro
Estação do ano: Meio do Inverno
Cor: Dourada
Planeta Regente: Sol

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo!!

Ehhh dia do amigo! Só posso me lembrar dessas duas que eram tão amigas, tão amigas e deu aquele barraco em Sorocaba e então essas meninas geniais foram lá e fizeram o que eu e a Má queriamos ter feito!

Clica, sério, perde uns minutinhos do seu dia pra rir!
Feliz dia dos mingues!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

E um ano se passou!

                                            E a vida? Segue seu caminho, agora, natural.

Sim, um ano se passou desde que por um mero papel (se não leu, clica aqui), me tornei a pessoa mais feliz, realizada e plena do mundo. Agora o balanço deste ano que passou, lendo as minhas expectativas naquele momento.

O nome, os documentos, que satisfação. Para retifica-los, foi na sua maioria, simples. Somente no caso da carteira de trabalho e do CPF, que a burocracia é maior e precisei ficar horas esperando na receita. Já a certidão, título eleitorial, RG, dispensa militar, passaporte foram os mais fáceis e tranquilos. Até hoje ainda não fui ver com relaçao ao meu visto americano nem meu visto alemão pra estudante, os dois já expiraram mesmo e vou tenta-los conseguir por meios normais e não por retificaçao, mas isso, só daqui um bom tempo.

Fiquei noiva, mas mesmo assim não quero jamais casar na igreja rsrs, me tornei universitária, dona de imóvel e de veículo, comprei meus peitos e paguei a vista, e o mais importante de tudo, conquistei minha tranquilidade e paz de espírito, e isso? Não tem preço.

Se minha vida ficou um mar de rosas e a perfeição em 365 dias? Rá, nem querendo né, é obvio que não. Apesar de muitos pensarem assim, almejarem isso, não é a realidade e imagine que sem graça seria? Os problemas apenas mudaram, surgiram outros, aconteceram outros, mas não reclamo não, to feliz, isso que importa, e os 26? Tão batendo na porta, ai ai, idosa!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sorte que sonhar é de graça

                                                       Em Viena é bem mais gostoso!
Sonhos, quem os controla? Eu sou a mestra em sonhos absurdos, reais e sem-noção total! Reais, claro, por mais que seja sonho, você na maior parte do tempo, o vive como vive sua vida e raras vezes se dá conta de que é um sonho (e nao me diga o contrário q eu não vou acreditar em vc!).

Sem noção? Quer um exemplo, semana passada eu sonhei com o Tiago! Ai voce me pergunta, "Mas que Tiago é esse minha filha?", o o Leifert, sabe? Aquela coisa fofa e linda da central da copa da globo, aquele engraçadinho e lindo? Então, tava eu e ele, amigos, SUPER, no rio, tipo eu conhecia ele, era amigona, gente tava andando pelo Leblon e varios paparazzis e tal, ai ele falou "vamos tomar um sorvete ali na Häagen-Dazs que vc vai sair em algum site ou revista comigo", eu tonta, claro, fui ne, rindo, tomando sorvete com ele, segurando nele, aquela coisa linda de D´us e eu conhecia, comoedesdedquando? Da onde q veio esse sonho retardado e sem noção?

Sem falar quando eu tava amamentando meu nenem no sonho, segurando ele de forma torta e desprotegida e jorrava leite na cara do tadinho.

Agora, pior é sonhar com quem NÃO quer (né Má? W&ltda, quem merece?) pq né? Com o Tiago, eu amei! Agora, sonhar com gente chata, ou com situação chata ou com passado, quem merece sonhar com passado e ser iludido pelo proprio sonho, esses dias sonhei que tava despeitada ainda, me deu um desespero, acordei e meti as mãos neles pra ver se ainda estavam grandões, dá até pra ouvir o subconsciente falando "Ahá! Te peguei na pegadinha do malandro".

Eu gosto de sonhar, e dificil a noite que eu nao sonho, mas meu, queria controlar, pra ter mais graça, sonhar com quem eu quero, fazendo alguma coisa legal, não coisas loucas (tipo voar em folha de caderno, ser lutadora de jiu-jitsu profi, etc) sonhar mais vezes com o Tiago, com o Michael Bublé, no friozinho, umas coisas bem agradáveis, RÁ!

domingo, 4 de julho de 2010

Jô soares entrevista Maite Schneider

Imperdível para quem nao assistiu, Maite Schneider foi entrevistada pelo Jô, espero que seja a última e derradeira cirurgia maitê!
Segue abaixo em duas partes


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Angelina e Brad, O verdadeiro casal do século XXI


Pra quem estava em marte na última semana, e não acompanhou, Angelina Jolie, deu uma entrevista para a revista "Vanity Fair" deste mês, que sua filha Shiloh de 4 anos, se comporta como menino e tem pânico de tudo relacionado ao feminino, e surpreendentemente o casal sensação de hollywood, decidiu aceitar a menina e cria-lo como deseja, como menino. Shiloh se recusa a ter cabelos compridos (e aconselhou inclusive sua mãe a cortar o cabelo), usar vestidos ou brincar com outras meninas, diz que é um menino e que se sente como um dos irmãos.

A atitude de Angelina e Brad chocou mundo a fora apesar de não ser novidade (Annette Bening  e Warren Beatty e Cher já apoiaram seus filhos com o mesmo problema) foram notícia em vários sites e outros meios, mas o que deixam claro? É que acima de tudo, amam sua filha, independente do que seja, de como seja ou do que deseje ser.

É prematuro dizer que Shiloh sofre de algum transtorno de gênero, mas é certo afirmar, que se assim for, Angelina e Brad estarão ali, ao lado, na batalha para apoiá-la.

Vale lembrar que Brad Pitt já bancou e esteve como produtor de um projeto original do seriado "Pretty/Handsome", que tratava sobre o transtorno de gênero mas acabou não sendo aproveitada, Pitt tem um grande de amigo de infância que passou por este problema, então, acho que ele sabe bem como lidar com o assunto e pelo jeito, sua esposa também.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Saga Crepúsculo: Eclipse

Tudo começa, com uma escolha.


A tetralogia Crepúsculo, se tornou um fenômeno. Mais de 80 milhões de livros vendidos e recordes atrás de recordes nas bilheterias mundo a fora. Os ingressos aqui na minha cidade, já haviam se esgotado no dia 03/06, sorte que eu já tinha garantido o meu e o do noivo, afinal, pré-estreia na sala VIP é tudo de bom!

Pra quem gosta, resta a espectativa de ser mais empolgante que "Lua Nova", que meio que decepcionou em algumas partes. Porém a animação total, fica para "Amanhecer" em 2011 e 2012, dividido em duas partes, o ultimo livro e último filme, deve ser o melhor de todos com revelações e surpresas que claro, não vou estragar, pra quem não leu rs.

A Saga Crepúsculo: Eclipse - 2010 (Estréia mundial, 30/06)
Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner
125 minutos
Direção: David Slate
Baseado no livro homônimo de Stephenie Meyer

sábado, 19 de junho de 2010

Scott Pilgrim

Em outra vida, distante desta, ja fui a outra e ja tive o gosto doce da preferencia.

Engraçado falar disso, sei lá pq me pego falando nisso, mas o curioso é que ter conseguido, da realmente esse gosto tolo de vitória. Quando na batalha, na disputa, somos as vencedoras, é inevitavel o ego e quem não gosta de um ego afagado? Porem o outro lado, não se pensa? Sim, se pensa. Eu por muitas vezes fui atrás, quis ver fotos, saber como era minha 'oponente'. Não que minha oponente fosse direta, afinal, creio que ela não sabia sobre mim, uma luta injusta? Provavel, até porque, o relacionamento estava um fiasco e eu fui apenas um ponto final daquela história.

Cruel, engraçado, luta, sentimentos engraçados e aflorados, pq? Não sei, descartei o 'prêmio' pouco tempo depois, a conquista foi mais deliciosa que o prêmio (q sensaçao mais masculina), será? Bom, o interessante é hoje pensar que eu posso ser a oponente derrotada, a qualquer instante, afinal, num longo relacionamento, estou exposta e as vezes os homens são fracos nas suas convicçoes, amores e desejos. (tá, mulheres também).

Hoje, R vive a vida dela, não tenho mais ido atrás, nem visitado seu blog,até pq , por curioso que pareça, tenho respeito e consideração por ela, talvez eles nao fossem feitos pra ficar juntos mesmo e ponto. Eu, se tive, foi pouca a influência. Delírios floripenses.

Pra quem não entendeu o título, Scott Pilgrim, baita filme que deve estrear em Agosto/Setembro, que tem tudo pra ser sucesso nas bilheterias e nos premios internacionais, e está, de certa forma, correlacionado com os delírios deste post deste sábado tedioso!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A mulher e a satisfação



Já ouvi várias vezes e sou indagada sobre como sou felizarda e abençoada, que minha satisfação pessoal deve ser gigante. Normal, sei que minha luta pessoal é mesmo curiosa. Mas porque aos nossos olhos, a vitoria do outro, as conquistas do outro, são simples e fáceis? Claro, não dói na nossa pele, a pimenta no olho do outro, é refresco pra mim (mintchira!) Agora o que seria satisfação? Não seria ela uma espécie de conformismo?

Creio que sim. Acho que nunca devemos estar plenamente satisfeitos com algo, ou relaxarmos e deixarmos de dar devido valor ao esforço tido, a gana empenhada, acho que é preciso sempre estar atento e valorizando, cada passo a frente (e até mesmo os para trás).

Ai você me diz "mas você nunca ta satisfeita com nada então?", pois então, engano seu, claro que há satisfação, mas não a soberba do "acabou, nunca mais", cada dia é um dia novo, como novos desafios, muitos já vencidos (o peito, as cirurgias, a justiça...) mas muitos ali, no horizonte, novinhos e certamente serão vencidos muitos e surgirão outros tanto.porque virando a esquina da vida, vem um novo desafio, por vezes mais espinhoso.

Se pessoalmente venci muitas batalhas, certamente outros tantos venceram as suas, e porque a minha seria diferente ou com um gosto melhor ou mais satisfatoria? Não estou desmerecendo, de forma nenhuma, é apenas a consciência e o pé no chão, que tantas vezes me faltou, mas que a custo, venho conquistando.

Para voce que se pergunta, deixo claro, não acredite no conto de fadas e nas historias dos irmãos green, eles não sabiam o que diziam rsrs, a vida é essa, etapa atrás de etapa, e ai está a graça! Traçar a meta, batalhar, se ralar toda, cair, levantar e depois alcançar, este gosto, na boca, do prazer de 'conquista', ninguém tira, ninguém copia e não há o que iguale.

Que papo mais de livro-de-auto-ajuda, deosmeo! Esse blog está ficando serio demais! rs

Fica a dica para quem me perguntou, quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a Vida e muda todas as perguntas.

Bom frio procês nesse mês junino, de quentão, de quadrilha e de trancinha! (das boas).

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Namoremos


Pequenas dicas para um dia dos namorados delicioso!
1- sair pra jantar ou almoçar juntos, num lugar bem bacana, preferido dos dois!
2- assistir filmes romanticos ou com enfoque no dia dos namorados, como por exemplo o delicioso "Idas e vindas do Amor"
3- comprar aquela calcinha nova e provocante pra deixar ele todo assanhado!
4- sair pra tomar sorvete, mas não por quilo, aqueles enfeitados sabe? Sundae, Banana-split, colegial!
5- fazer um trip de bicicleta pela zona rural da cidade e claro, tirar varias fotos nas plantações e estradinhas de terra.
6- sair pra procurar terreno pra casa (rá!)
7- ser criativa e surpreende-lo

E sabe a musiquinha da Riachuelo da campanha dos namorados? Adorei tanto aquela versão e tem pra baixar no site da marca, para download música riachuelo "na base do beijo" ai você clica na setinha que signifca download e pronto!

Beijem MOITO!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

TudoJuntoeMisturado

"Viu, tira o padre e esse vestido de bolo, ta?".


Olha, tanta coisa se passou nesse mês e foi tão rápido.  Perdi uns kilinhos, fiquei de enfermeira, precisei de enfermeiro, dei fim as californianas, pintei e cortei o cabelo!

Sem falar dos trabalhos da facu, os jogos de tenis, o final de LOST (purgatório e mortos, O´RYLE????!!), fim do 24HS (kd o amizade?), o frio que veio pra judiar (e eu amei) e não vai parar por causa do la niña, OTIMO!

O casamento, bom, comecei a ver de leve algumas coisas, to decidindo cardapio desejavel e tipo de festa, ou bolo com champagne ou brunch, porque né? Vai ser de manhã então combina mais e é oq eu sempre quis.

Bem queria abrir o empreendimento que criei no trabalho da faculdade, ia ser chiquérrimo e super bem aceito, certeza! Bom saber q pelo menos a idéia genial eu tive, a das papinhas de bebe ja copiaram e até abriram!
Junho ta aí, tem festa junina, quentão (meu vicio), tem copa, tem final de semestre (nem credito) e poxa, ja quase foi metade do ano já!

Como aguentar até setembro sem a Blair? Eu não aguento não! GG é minha nova cafeína rsrs!
Renee, desculpa o sumiço flor e seu presentinho ta aki, vai seguir pelo correio super em breve!
Ah sim, Sexta-feira dia 04 22:00, vai passar reprise do especial do NatGeo, vale assistir!

XoXo, G.G

domingo, 9 de maio de 2010

O Anjo



Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:


Criança: "dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã. Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?"

DEUS: "entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você".

Criança: "mas diga-me: aqui no céu eu não faço nada e não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?"

DEUS: "seu anjo cantará e sorrirá para você e... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor de seu anjo e será feliz".

Criança: "como poderei entender quando falarem comigo se eu não conheço a língua que as pessoas falam?"

DEUS: "com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar".

Criança: "e o que farei quando eu quiser Te Falar?"

DEUS: "seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a orar".

Criança: "eu ouvi que na terra há homens maus. Quem me protegerá?"

DEUS: "seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar a própria vida".

Criança: "mas eu serei sempre triste porque não Te verei mais".

DEUS: "seu anjo sempre lhe falará sobre Mim e lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você".

Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas, a criança apressada, pediu novamente: "Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo".

DEUS: "Você chamará seu anjo de MÃE".

Preciso dizer mais nada ne?
=P
Feliz das das mães para todas elas!

terça-feira, 4 de maio de 2010

A copa vem aí e eu adoro futebol!

Ta... tem como você não gostar de futebol? Veja, PENSA bem!

Olha, corinthiana, sofredora, daquelas que vai com o noivo pro bar, pro estadio e morre junto quando time nao vence. Ta, nao tanto assim rs, mas eu gosto de futebol. E esse ano, copa do mundo, ver as nações duelando, aqueles jogadores que por vezes são de babar (vide Pato, santacruz, os italianos, os alemães) olha, dificil ficar atenta a bola, ao jogo, as vezes a gente se perde, nas coxas, nos braços, no peito ai ai.

Essa reportagem especial da Vanity Fair ta circulando na imprensa, Annie Leibovitz a fótografa falida mais famosa do mundo, acertou em cheio na reportagem, dizendo que pras mulheres, pouco importa a tecnica, os dribles, e sim a beleza e o porte dos jogadores, e sinceramente, acho que eles tem toda razão rsrs

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Alegrando fim de semana

O que foi essa decisão do STJ em permitir que casais homossexuais adotem crianças? Que maravilha! Nem parece Brasil, parece que os novos magistrados, a nova geração, está realmente determinada a mudar as coisas.

Neste país que se diz laico, mas que baba-ovo-e-puxa-saia da atrasada e retrógada igreja, uma decisão desse tipo merece palmas, louvor!

A criança que vive em orfanato, em lares comunitarios, quer ir morar numa família. Seja ela formada por pai e mae, ou por pai e pai ou mãe e mãe. O que ela quer é ser amada, criada, educada e protegida. E pensem nessa criança no futuro, um jovem liberal, sem mais essa barreira de preconceito, pois teve dentro de casa, o exemplo do amor, independente do gênero ou orientação sexual.

Fico feliz pelos amigos gays e lésbicas, e também pelas milhões de crianças em abrigos e orfanatos pelo Brasil a fora.

Espero que muitas vitórias se sigam na justiça e que ela se enquadre mais na realidade atual da sociedade

Amei esse video abaixo!
eu nao conhecia, achei fofo e super inteligente!
deixo a dica para ver e se divertir, nesse fim d semana com feriadão! DELICIA!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Como trocar de sexo - Revista Piauí

A vida, as angústias e as cirurgias que transexuais fazem com o doutor Eloísio Alexsandro num hospítal público do Rio de Janeiro. -por CLARA BECKER.

Em uma manhã de fevereiro, um jovem estudante de letras de cabelos curtos, espinhas no rosto e vestido com roupas largas em estilo grunge, esperava ao lado da mãe a vez de ser atendido no ambulatório de urologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. M., como pediu para ser chamado, tem 22 anos, mas parece um adolescente. Seu jeito frágil e sereno contrastava com o da mulher, que parecia ansiosa e desconfortável por estar ali. Ao chegar, o médico Eloísio Alexsandro, chefe do ambulatório, sugeriu que conversassem em separado e pediu que ela entrasse primeiro no seu consultório.

Depois de algumas perguntas, a mãe lhe disse, com os olhos marejados: "Eu já li tudo na internet, doutor. Ela não é assim. Ela é virgem. Como alguém que nunca transou com homem nem com mulher pode saber se é transexual?" M., que nasceu e foi criada como menina, passava pelo primeiro estágio de um longo tratamento destinado a transexuais que, na maioria dos casos, acaba em uma cirurgia de mudança de sexo.

Um mês antes, M. tomara a primeira dose de testosterona, o hormônio responsável pelo desenvolvimento das características masculinas. Teve um surto de acnes no rosto e pelos grossos lhe brotaram nas pernas. A transformação definitiva apavorava a mãe. "Pelo que eu sei, transexuais jogam com os brinquedos do sexo oposto, e ela nunca fez isso", disse a senhora. "Como vocês abraçam a causa assim, doutor?"

Com um tom de voz seguro, o médico lhe disse que o processo de mudança de sexo era lento e progressivo. Assegurou que a maior parte das modificações hormonais era reversível. E disse que a cirurgia para mudar o aparelho genital - a parte do processo que mais assusta os familiares - ocorreria no final do tratamento, e só depois do aval de um psicólogo e um psiquiatra.

A mulher ainda parecia transtornada. O médico lhe disse que aceitar a "condição" de seu rebento seria uma prova de amor. "Eu tento, doutor, mas não consigo chamá-la pelo nome masculino", respondeu.

A longa jornada de M. incluirá uma série de injeções de testosterona, que farão com que a voz engrosse, a barba cresça e a sua agressividade aumente. A menstruação cessará e as mamas, que hoje são esmagadas por faixas apertadas, serão extirpadas cirurgicamente. Outra operação plástica dará um contorno mais masculino ao peitoral, delimitando o tórax. Se M. quiser, também poderá fazer uma histerectomia e terá seu útero, ovários e trompas removidos.

Ele terá duas alternativas quanto ao órgão sexual. Se responder bem à testosterona, seu clitóris poderá ter triplicado de tamanho e, eventualmente, funcionará como uma espécie de micropênis. Daí, bastará costurar os grandes lábios para formar um escroto na sua base.

A outra hipótese é uma neofaloplastia, procedimento cirúrgico no qual um pênis é construído a partir de um tecido sensível retirado do próprio corpo, como o antebraço. Ainda assim, não há garantia de que a aparência e o funcionamento do novo órgão serão razoáveis. Como o procedimento é experimental, o paciente precisa concordar com o risco.

Na sala de Eloísio Alexsandro no Hospital Pedro Ernesto, em meio a tubos de ensaio, jalecos, pilhas de livros e computadores, um quadro na parede chama a atenção. É uma reprodução de A Mulher Barbuda, tela pintada em 1631 pelo espanhol José de Ribera, que fez carreira na Itália. Ela mostra uma mulher de feições severas, nariz largo, olhos escuros e barba negra à Rasputin, amamentando uma criança. Ao seu lado, está o marido, também barbado. A senhora barbuda seria Magdalena Ventura de los Abruzos, a quem o duque de Alcalá, vice-rei de Nápoles, teria encarregado Ribera de pintar o retrato. "Desconfio que ela tivesse um tumor benigno na glândula adrenal", disse Alexsandro, comentando a aparência masculinizada da figura.

O médico gasta tempo e dinheiro estudando história da arte médica, a disciplina que procura detectar patologias em pinturas e esculturas. Entre os iniciados no assunto, é praticamente consenso que a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, sofria de arteriosclerose. Alexsandro discorda: "É um diagnóstico leviano."

O urologista não fica só nas obras clássicas. Um dia, na saída do ambulatório do hospital, ele comentou o filme argentino xxy, um de seus preferidos. A fita conta a história de Alex, uma hermafrodita cujos pais resolveram não fazer a operação de definição de sexo, para que ela pudesse decidir mais tarde. "xxy tem um erro médico crucial", disse Alexsandro. "Tem uma cena em que ela aparece fazendo xixi em pé. Mas, pelo tipo de hermafroditismo dela, em que a uretra fica na vagina e não no pênis, ela deveria fazer xixi sentada."

Alexsandro é alto, magro e, com 39 anos, seus cabelos começam a pratear nas têmporas. Fala sempre de maneira enfática e gesticulando. Com frequência, recorre a desenhos e rabiscos para ilustrar raciocínios. É solteiro, não tem filhos e vive sozinho no Rio. Trabalha quase quinze horas por dia, seis dias por semana. Com pouco tempo para comer, sempre anda com uma caixa de Bis branco para driblar a baixa ingestão calórica. Tem poucos amigos e, nas escassas horas vagas, zanza sozinho por livrarias e sebos atrás de raridades.

No trabalho, seus colegas o têm como rígido, controlador e exigente, sobretudo em questões de disciplina. Os residentes novatos se assustam quando, ao lhe darem uma resposta, o chefe retruca, áspero: "Na medicina não tem muito ou pouco. Quero números, eu quero saber quantos mililitros o paciente urinou!"

Quando era criança, em Tarumirim, no interior de Minas Gerais, Alexsandro brincava de cientista com os peixes que pegava no córrego da fazenda em que morava. Repetia o que havia aprendido com as experiências de Mendel, e promovia o cruzamento de peixes com cor de olhos diferentes, para produzir um exemplar recessivo. Alterava os formatos das caudas, a cor das escamas e sonhava em descobrir uma espécie nova.

Na hora de decidir o que seria na vida, às vésperas do vestibular, disse ao pai que queria estudar biologia. Com um filho engenheiro e uma advogada, o pai achou melhor que ele fosse médico. Alexsandro aceitou. Formou-se na Universidade Federal do Espírito Santo. Fez especializações em urologia pediátrica e cirurgia reconstrutora genital na Espanha, nos Estados Unidos e na Bélgica. Na Europa, familiarizou-se com técnicas inovadoras ao operar croatas, sérvios e bósnios que tiveram o pênis mutilado durante as guerras balcânicas dos anos 90.

A experiência profissional o leva a dizer que é uma temeridade responder, de maneira padrão, à mais prosaica das perguntas de pais de recém-nascidos: é menino ou menina? "O obstetra, depois que bate no bumbum do neném, deveria dizer: 'tem falo' ou 'não tem falo'", afirmou.

Há pouco mais de quatro anos, Linda (que preferiu não revelar o seu sobrenome) estava desolada e sem esperanças. Havia mandado cartas para todos os programas de televisão, pedindo que a ajudassem a ser operada para mudar de sexo. Chegou a interpelar desconhecidos na rua para perguntar se sabiam de alguém que pudesse realizar a cirurgia.

Com 31 anos, Linda é morena, tem cabelos longos, negros e alisados, nariz fino, sobrancelhas desenhadas à pinça e unhas compridas e bem cuidadas. Suas mãos e pés, no entanto, são grandes. Tem os braços musculosos, os ombros largos e no rosto vê-se a marca azulada da barba, resultado de uma eletrólise ainda não concluída. "Acho que quando Deus estava me fazendo, se distraiu e trocou meu sexo", Linda me disse.

Ela nasceu menino. Desde pequena, na Paraíba, sempre teve certeza de que era uma mulher. Sentia-se estranha num corpo de homem e não suportava se olhar no espelho. Ao falar sobre sua infância, só sorri quando menciona que era confundida com uma menina por amigas da mãe. Lembrou-se de uma vez, quando tinha 11 anos, botou um vestido e pintou os lábios de vermelho. Seu pai ficou possesso. Apanhou dele várias vezes, que lhe gritava: "Vira homem, fala que nem homem!" Os onze irmãos também nunca aceitaram os seus modos femininos.

Linda não sabe explicar o motivo, mas sua voz jamais engrossou. Ao falar com ela pelo telefone, ninguém diria que há um homem do outro lado da linha. Nunca fez xixi em pé e sempre ficou nervosa ao se tocar. Aos 16 anos, depois de meses ingerindo hormônios femininos por conta própria, pequenos seios brotaram em seu tórax. Insatisfeita, pediu a uma amiga travesti que lhe injetasse silicone industrial - comprado numa loja de autopeças - no peito, no culote e nos glúteos. Ficou como se tivesse duas bolas de rúgbi presas ao tronco. Mais alguns meses e o implante caseiro se deslocou, fazendo com que os seios artificiais parassem na altura do umbigo. Conheceu no Rio uma transexual que lhe contou as proezas do doutor Alexsandro.

Boa parte dos transexuais que chegam a Alexsandro no Hospital Pedro Ernesto resume assim a sua angústia: é como estar aprisionado dentro de um corpo do sexo oposto. O transexual é alguém que se olha no espelho e não se reconhece. Nasceu com cromossomos, órgãos genitais e hormônios de um sexo, mas tem a mente, as aspirações, desejos e inquietações próprias do outro. Ele é diferente do travesti que, em geral, está satisfeito com sua genitália e se sente confortável em se vestir como o sexo oposto. E é ainda mais diverso do hermafrodita (ou intersexo, o termo usado pelos especialistas), a pessoa com alterações anatômicas fora do padrão masculino e feminino.

A corredora sul-africana Caster Semeya, medalha de ouro nos 800 metros do Mundial de Atletismo de Berlim, no ano passado, é um exemplo. Exames clínicos mostraram que, apesar da genitália feminina, ela não tem útero ou ovários. Seu nível de testosterona é três vezes maior do que o da média feminina, pois é produzido por testículos internos atrofiados. A Federação Internacional de Atletismo deliberou que Caster pode ficar com a medalha de ouro. Mas não foi decidido se ela poderá voltar a competir.

O hermafrodita costuma nascer com um pênis e uma vagina, a chamada genitália ambígua. Nesses casos, Alexsandro é chamado para dar um parecer e, quando indicado, intervir cirurgicamente para determinar o sexo do bebê. A situação é considerada uma emergência médica porque os pais precisam da definição sexual para registrar a criança.

Certa vez, um juiz lhe deu 24 horas para decidir sobre um caso em que, segundo o magistrado, a questão era simples porque havia só duas hipóteses: ou o bebê era homem ou mulher. "Fiz cópias dos capítulos que se referiam ao assunto na literatura médica e mandei tudo para o juiz. Ele não me importunou mais", disse o médico.

Em 2003, Alexsandro fez sua primeira cirurgia de mudança de sexo no Brasil. Um transexual havia conseguido uma autorização judicial para se tornar fisicamente mulher e foi encaminhado ao Pedro Ernesto, referência em urologia reconstrutora genital. Na especialização no exterior, Alexsandro já havia operado transexuais e por isso se dispôs ao trabalho. Nunca mais parou. "Aconteceu naturalmente", disse. "Nunca pensei em trabalhar com pacientes transexuais." Sua mãe e irmãos não sabem exatamente como ele ganha a vida.

"Não tem questão mais gratificante", disse Alexsandro. "Os benefícios para a paciente são inegáveis, elas choram de felicidade. O agradecimento é sincero, vem de dentro, não é cordial. A emoção delas motiva o meu trabalho, é contagiante."

Alexsandro diz que tem como modelo o homem universal da Renascença, encarnado por Leonardo da Vinci, que tinha conhecimentos em múltiplas áreas. Além das cirurgias no Pedro Ernesto, ele também opera na Santa Casa, é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Gama Filho, onde orienta uma dezena de alunos de mestrado e doutorado, e coordena os departamentos de urologia reconstrutora e trauma da Sociedade Brasileira de Urologia, seções nacional e estadual.

Aos 18 anos, Linda deixou Campina Grande e partiu para o Rio de Janeiro. Vendeu balas em sinais, foi feirante, pedreira e se prostituiu, mas era incapaz de usar seu membro ativamente em relações sexuais. Por isso, não conseguia clientes, que a abordavam perguntando pelo tamanho do seu pênis. Em 2004, descobriu ter o vírus da Aids.

Desde então, Linda ganha a vida fazendo megahair, implante de cabelo, em homens e mulheres. Mora numa quitinete que construiu sozinha na Ilha do Governador. "Carregava baldes de cimento com salto alto, top e shortinho do Tchan para não perder a pose", contou.

Nos últimos quatro anos, o sofrimento por conta da genitália masculina se agravou. Ela contou, com a voz trêmula: "Achava que não ia aguentar esperar pela operação, queria cortar eu mesma. Se morrer, pelo menos morro sem. Isso não é vida."

Para o caso de bater um desespero inescapável, juntou um arsenal de emergência. Guardou numa gaveta do quarto bisturi, xilocaína e agulha. "Lembrava do meu pai castrando porcos e depois batendo as cinzas do fogão a lenha para estancar o sangue. Pensava que poderia, um dia, fazer igual", contou.

A incerteza quanto ao sexo aparece na literatura, médica ou leiga, desde a Antiguidade. Na mitologia grega, Vênus Castina era a deusa que atendia às súplicas das almas femininas trancadas em corpos masculinos. Tirésias foi transformado em mulher como punição. Ao apreciar os deleites do prazer feminino, foi castigado e voltou a ser homem. O imperador romano Heliogabalus se casou com um escravo e assumiu as tarefas femininas do matrimônio. Ele gostava de ser chamado de rainha e teria oferecido o Império Romano ao cirurgião que o transformasse em mulher.

O rei Henri III, da França, queria ser uma mulher e pedia para ser chamado de Sa majesté, no feminino, expressão que é adotada até hoje. Também na França, o chevalier d'Eon, conhecido como Madame Beaumont, serviu como diplomata e espião do rei Luis xv. Viveu 49 anos como homem e 34 como mulher. Quando morreu, choveram apostas na Bolsa de Londres acerca do seu verdadeiro sexo. Uma comissão atestou que d'Eon era, biologicamente, homem.

Num ensaio dos anos 20, Sigmund Freud parafraseou Napoleão Bonaparte e cunhou uma frase famosa: "Anatomia é destino." Para ele, a definição da sexualidade de um indivíduo se ligava à superação do complexo de Édipo, à fixação do gênero que seria objeto da sua libido. Mas a anatomia, a definição biológica, serviria como realidade última e inapelável, em contraponto às vivências neuróticas ou psicóticas. Freud sempre reconheceu, no entanto, que todas as pessoas têm traços psíquicos masculinos e femininos, não importa a sua orientação sexual. Eles seriam resquícios do polimorfismo infantil, anterior à estruturação do complexo de Édipo.

A ambiguidade psicológica de qualquer pessoa seria uma herança genética da constituição da espécie. Antes de os humanos se constituírem em sexos diferentes, teria havido um ser andrógino. Os mamilos dos homens e o clitóris das mulheres seriam traços da antiga constituição única.

A cultura, dizem os antropólogos, também teria um grande peso na definição dos papéis sexuais. São a família, os clãs, os costumes, as tradições, em suma, a organização social, que levam um indivíduo a ser mulher ou homem. Como, numa outra frase famosa, disse Simone de Beauvoir: "Não se nasce mulher: torna-se."

A causa da desarmonia entre corpo e mente é desconhecida. Experiências científicas recentes apontam para hipóteses biológicas, como a exposição aos hormônios esteróides da mãe durante a gestação. Uma das linhas de pesquisa sustenta que a formação de gênero ocorre no cérebro do feto, ainda entre a segunda e quarta semana de gestação, antes da genitália, que só começa a ser formada a partir da sexta semana.

A transexualidade foi descrita em detalhes, pela primeira vez, somente em 1966. O médico alemão Harry Benjamin descreveu o que seriam as características para se diagnosticar o "verdadeiro transexual". Ele já defendia que a cirurgia de mudança de sexo era a "única alternativa terapêutica possível" para acabar com o sofrimento deles.

Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde, a oms, um em cada 30 mil homens quer se tornar mulher. E uma em cada grupo de 100 mil mulheres deseja ser homem. Mas a estatística é imprecisa em relação ao número daqueles que, de fato, estariam dispostos a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicado desde 1952 pela Associação Americana de Psiquiatria, serve de guia para hospitais e seguradoras de saúde ao redor do mundo. Nele, a transexualidade é classificada como uma doença. O Código Internacional de Doenças, elaborado pela oms, a define como "transtorno de identidade de gênero". Na França, porém, desde fevereiro passado, ela não é considerada mais uma patologia graças à ação do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros.

No começo do ano, o presidente Barack Obama indicou uma transexual, Amanda Simpson, para o cargo de conselheira-sênior do Departamento de Comércio. Simpson foi registrada como homem ao nascer, há 48 anos, e passou por uma cirurgia genital. A sua nomeação, especula-se nos Estados Unidos, pode significar mudanças na legislação, no sentido de que a transexualidade deixe de ser considerada uma patologia clínica.

Mas é exatamente o fato de ser classificada como doença que permite que a cirurgia seja feita gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o sus. Desde 1997, o procedimento é autorizado pelo Conselho Federal de Medicina como solução terapêutica para adequar a genitália ao sexo psíquico.

As intervenções cirúrgicas só são possíveis se atenderem a critérios estabelecidos por uma resolução do Conselho. Uma equipe composta por psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social deve produzir um laudo unânime sobre a necessidade do procedimento.

O candidato ou candidata deve apresentar uma boa saúde mental, mas num quadro de desconforto extremo com seu sexo anatômico. Precisa manifestar a vontade de eliminar os genitais, o que significa perder as características primárias e secundárias do próprio sexo. Durante dois anos, a pessoa deve se vestir, se apresentar e se comportar como alguém do sexo que pretende assumir. Se depois de tudo, o paciente ainda quiser levar o plano adiante, a cirurgia é autorizada.

O cirurgião Roberto Farina fez, em 1971, a primeira cirurgia de mudança de sexo no Brasil. Foi condenado a dois anos de reclusão por "lesões corporais graves", num processo movido pelo Conselho Federal de Medicina. Posteriormente, Farina foi absolvido e a Justiça reconheceu que não houve perda do pênis, visto que o órgão era inútil e que a cirurgia era a única maneira de aliviar a angústia do paciente.

"É comovente como os pacientes usam argumentos tão variados para um mesmo sentimento", disse o psiquiatra Miguel Chalub, um dos responsáveis pelos laudos para as cirurgias do Pedro Ernesto. "Eles falam coisas do tipo 'foi um erro da natureza', 'é como se eu tivesse nascido com dois narizes, preciso consertar', 'sou uma mulher com um ponteiro a ser ajustado' ou ' isso é carne morta, uma verruga'."

Ainda que os médicos possam diagnosticar o transtorno, não existem testes objetivos para provar o resultado. Do ponto de vista clínico, não há como ter absoluta certeza se a pessoa é realmente transexual. Os médicos se valem da experiência e da sensibilidade para fazer a triagem entre pacientes mentalmente saudáveis e os psicóticos, que são recusados para a operação.

"Quando eles chegam falando coisas do tipo 'Isso aqui cresceu de um dia para o outro, preciso tirar', algo está errado", disse o psicanalista Sergio Zaidhaft, referindo-se aos psicóticos. Ele fornece laudos psiquiátricos para os candidatos à cirurgia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em março de 2003, Alexsandro montou o Grupo de Atenção Integral à Saúde das Pessoas que Vivenciam a Transexualidade, conhecido pela sigla gen. "No início, o ambulatório onde as transexuais eram atendidas virou um point de freakshow", ele disse. Resolveu então fazer palestras para o pessoal do hospital, e explicou a questão da transexualidade a agentes de segurança, técnicos de raios X, enfermeiros, maqueiros, ascensoristas, secretárias e mesmo diretores.

Um dia, ele entreouviu o seguinte diálogo: "Ali é o ambulatório dos travecos?", perguntou um segurança. "Traveco nada, rapaz, é transexual!", respondeu o outro. Os pelos do braço do médico se arrepiaram quando contou a história.

"Foi tudo difícil, muitos profissionais não viam com bons olhos o programa, foi muito sofrimento, não sei como não desisti", disse. "Mas nossa ação foi ganhando repercussão, apresentávamos muitos trabalhos em congressos médicos, e as pessoas passaram a bater à nossa porta."

Desde a criação do gen, Alexsandro operou oitenta pacientes. Hoje tem 140 em acompanhamento pré-operatório. A fila de espera é, em média, de dois anos. Ela inclui professores universitários, modelos, engenheiros, mães de santo, maestrinas, advogadas, domésticas, cabeleireiras, prostitutas, donas de casa e estudantes.

A maioria tem um histórico parecido: teve que lidar com a rejeição familiar, o que fez com que saíssem de casa cedo, abandonassem os estudos e tentassem modificar a aparência física por conta própria. Na vida adulta, a maioria teve dificuldades em arrumar trabalho. Além do preconceito pelo aspecto físico, documentos com um nome incompatível com a figura afastam ainda mais as possibilidades. A situação provoca um sofrimento psíquico maior.

Transexuais de todo Brasil são atendidos às quartas-feiras pela manhã no Hospital Pedro Ernesto. A maioria tem aparência andrógina. Vinte e cinco deles moram fora do Rio e têm as passagens reembolsadas pelo Sistema Único de Saúde.

Antes de começar a maratona de consultas e exames, Alexsandro contou que uma das cafetinas mais populares de Copacabana o procurara, com uma mala de dinheiro, para furar a fila da operação. Mesmo que ela quisesse pagar pela cirurgia, deveria cumprir a exigência dos dois anos de acompanhamento terapêutico.

Na fila de Alexsandro estão também pacientes com problemas diversos que, igualmente, exigem cirurgias urológicas reconstrutoras. Fez questão disso para evitar a segregação. "Não apoio uma divisão separada, como faziam com os tuberculosos antigamente", explicou, "porque a fila misturada é uma forma de inclusão social."

Muitas de suas cirurgias são reparos de operações malfeitas. É o que deve ocorrer com Jane, uma mulher de 58 anos, magra, baixa e de aparência frágil que passou por uma cirurgia de troca de sexo no ano passado. Como não teve auxílio para tomar banho e ir ao banheiro, ela acabou perdendo o molde que mantém a forma do canal vaginal aberto até a cicatrização. A pele teve uma aderência e o canal fechou completamente.

Jane tem uma genitália como a de uma boneca, não tem mais pênis ou vagina. Consegue urinar porque o orifício da uretra foi preservado. "Ficou feio, sem forma, não posso mostrar para ninguém" disse ela quando tentava marcar uma cirurgia reparadora com Alexsandro.

Em uma manhã de março, a sala de espera estava lotada. Havia pacientes com câncer peniano, disfunções urinárias, falos malformados e travestis que queriam aumentar o pênis. Numa cadeira estava uma advogada que só se traveste quando chega à rodoviária do Rio. Em sua terra natal, vai ao fórum todos os dias de terno e gravata. Noutra, sentara-se uma prostituta que trabalha no Leme e que dobrou seu cachê depois de ter sido operada pelo doutor Alexsandro.

Sentado no final da fila, um moreno alto chamava a atenção pelo porte e beleza. Havia sido chamado para posar nu em uma revista masculina e, ao saber que o cachê era condicionado ao tamanho do pênis, injetou silicone industrial no membro. O resultado foi como o de uma elefantíase, que deformou e inutilizou seu órgão sexual.

"Ser operada pelo doutor Alexsandro é grife, tem glamour", disse K. que aguardava a sua primeira consulta com o médico. "Ele faz as periquitas mais bonitas do Brasil, ficam melhores que as originais." K. é alta e forte, usava salto alto, saia jeans curta, uma blusa verde colada ao corpo e sutiã com enchimento. Além de hormônios femininos, tomava também finasterida, para retardar a calvície em andamento. Ao avistar o cirurgião, seus olhos se encheram de lágrimas. "Deixa encostar nessas mãos de fada, doutor", pediu.

A primeira a entrar no consultório foi uma mulher de cabelos loiros compridos, magra e de rosto fino, que usava um vestido de alcinha estampado com flores. Bonita e feminina, era praticamente impossível identificar características masculinas na sua aparência. Casada há dez anos, e operada há dois, passou a ter casos extraconjugais.

"Preciso me autoafirmar enquanto mulher, doutor", justificou ela durante a consulta anual de revisão. Disse que tinha uma vida sexual muito satisfatória. Tinha orgasmos com facilidade, se masturbava e não precisava mais de lubrificantes para a penetração.

Quando a mulher deixou a sala, Alexsandro comentou: "A operação fica cada vez melhor com o passar do tempo. A metaplasia, uma alteração celular, faz com que a pele tenda a assumir a função do tecido original e se adapte ao ambiente novo."

O paciente seguinte, A., entrou com os ombros curvados e tinha olheiras profundas. Era difícil dizer se era um homem afeminado ou uma mulher masculinizada. Falava bem baixo, tinha cabelos encaracolados curtos e usava roupas unissex - calça jeans, blusa de algodão preta larga e tênis.

A. explicou que não se travestia todo o tempo para "não bagunçar a cabeça" do filho. Só vestia as roupas da mulher quando não havia ninguém em casa. Seu plano é fazer a cirurgia, virar mulher, mudar de cidade e começar uma vida nova. Desde que começara o tratamento hormonal, sua esposa havia lhe pedido para dormir no sofá da sala. Ela vivia à base de tranquilizantes.

A. é um transexual especial. Ele não é só um homem que quer ser mulher. É um homem que quer virar lésbica. Está convicto de que é uma mulher que ama outras mulheres. No que depender dele, seu casamento continuará.

Casos de gênero que parecem confusos para um leigo são rotina na vida de Alexsandro. No intervalo de uma de suas consultas, ele se lembrou da história de duas transexuais, ambas nascidas homens, que haviam se conhecido na sala de espera do ambulatório de urologia do Pedro Ernesto. Uma era estudante da Universidade Federal Fluminense e já havia sido operada. A outra - que ainda mantinha o órgão sexual masculino - era uma psicóloga gaúcha. Foram morar juntas. Anos depois, tornaram-se um casal lésbico quando a segunda também passou pela cirurgia.

Em 1952, soube-se da primeira cirurgia de mudança de sexo no mundo. Na Dinamarca, George se tornou Christine Jorgensen e, no ano seguinte, foi eleita A Mulher do Ano por diversos jornais e revistas. A história se espalhou e surgiram milhares de candidatos à operação.

Até os anos 70, a cirurgia de alteração do sexo masculino para o feminino consistia na amputação do pênis e a modelação de um orifício funcional. Na década seguinte, passou-se a construir um feixe de tecidos semelhante ao clitóris - como exibiu a modelo Roberta Close nas páginas da Playboy em 1984. Atualmente, o desafio é reproduzir esteticamente uma vagina, preservando as terminações nervosas para garantir o prazer sexual.

Depois do procedimento, as pacientes usam lubrificantes à base de gel até passarem a se umedecer sozinhas. A origem da secreção não é certa. Pode ser suor, dilatação dos vasos sanguíneos ou líquido seminal produzido pela próstata, que não é retirada.

As pesquisas e a perícia de Alexsandro foram reconhecidas pela International Society for Sexual Medicine, que premiou sua técnica de vulvoplastia - procedimento que refina a parte interna do assoalho da vulva. "No exterior, a depilação é menos cavada e a cicatriz é mais central. Aqui, me preocupo em deixar a cicatriz na virilha, onde é mais fácil escondê-la", explicou.

Outro trabalho seu foi premiado: o de reaproveitamento de tecidos do pênis de transexuais (que, em geral, seriam jogados fora) em pacientes mutilados recentemente. Ele também é editor da revista Urologia Contemporânea e diretor sul-americano da World Professional Association for Transgender Health.

Antes da cirurgia, médico e paciente sentam para definir os detalhes. Pode-se escolher entre lábios vaginais maiores ou menores, montes de Vênus mais lautos ou mais retos. "A escolha da vagina é bem individual", disse Alexsandro durante um jantar num centro comercial. "Algumas têm o mito da supermulher e querem vaginas com uma cavidade ampla, para serem penetradas por pênis grandes. Querem transar com vários homens. Outras têm fixação pelo orgasmo, outras querem apenas uma vagina funcional, pois querem continuar com o sexo anal. E há aquelas que só de não ter o pênis já estão contentes."

Linda pertencia a essa última categoria. "Não quero saber como vai ficar e sim o que não vai ficar", ela me disse na véspera de sua cirurgia. "Só de cortar está ótimo, se tiver vagina melhor ainda." A operação havia sido antecipada devido ao seu estado emocional, que se deteriorara. Os especialistas que a atendiam alertaram sobre o risco de suicídio.

Na sexta-feira, 28 de fevereiro, antes de o sol nascer, Linda já estava de banho tomado, enrolada em uma toalha em um dos leitos do Hospital Pedro Ernesto. Estava com os pés na cabeceira para ativar a circulação e evitar varizes. A operação estava marcada para as 9 horas. Os calmantes que tomara na véspera pareciam insuficientes. A cada dez minutos, ela olhava a hora na tela do celular. "Estou louca para me jogar na sala de cirurgia", disse. "Meus problemas vão acabar", falou.

Às 9h30, o doutor Alexsandro entrou e Linda pulou na maca. "É uma cirurgia de caráter mutilante e irreversível, não trabalhamos com arrependimentos", ele disse. Ela mostrou estar segura. "Agora só vai tocar de novo no chão na segunda-feira", disse Alexsandro encarando sua paciente de soslaio.

Deitada de barriga para cima, ela foi empurrada pelos longos corredores, pintados de verde-musgo e com a tinta descascando, até o centro cirúrgico. Ao longo de todo caminho, balbuciava para si mesma: "Nunca mais, Jesus Cristo, nunca mais."

Às 10h30, sedada, ela foi levada para a sala de cirurgia, que, ao contrário de todas as demais, tinha as vitrines que dão para o corredor tapadas por um plástico azul. "O Pedro Ernesto é um hospital universitário, e normalmente as pessoas podem acompanhar as cirurgias", explicou Alexsandro. "Mas se eu deixar, isso aqui vira um show de bizarrice. Não quero alimentar o mito transexual."

Apesar da equipe numerosa - três anestesistas, dois instrumentadores, duas enfermeiras, um técnico de enfermagem, o doutor Alexsandro e outro cirurgião, e dois residentes em urologia - ouvia-se apenas uma música tranquila ao fundo, e os batimentos cardíacos de Linda através dos aparelhos. "O ambiente está bem próximo do ideal", disse o cirurgião. "Já aconteceu de profissionais, por motivos religiosos, se recusarem a trabalhar nessas operações."

Ele reuniu a equipe para as últimas orientações e puxou o banco ergonômico de couro preto, que traz de casa. "Como o pênis dela é acima da média, e tem um bom prepúcio, vamos usar a técnica da inversão da pele peniana", explicou.

Demóstenes Apostolides, urologista da Marinha, começaria a cirurgia. Era seu último dia no Hospital Pedro Ernesto, onde passou um ano no programa de especialização em cirurgia reconstrutora genital criado por Alexsandro. É a única formação em cirurgia dessa natureza no Brasil.

Alexsandro cedeu seu banco ao colega. Apostolides sentou-se, puxou a máscara para cima do nariz e começou. Ele desmembrou o pênis por dentro do períneo, descascando-o como se fosse uma banana. A ideia era tirar as cartilagens, deixá-lo vazio. Os tecidos e a pele exteriores do pênis seriam mais tarde empurrados de volta para o períneo, por cima do reto, num espaço moldado com o dedo que faria as vezes de canal vaginal.

De quando em quando, Apostolides pedia a Alexsandro para verificar a precisão dos cortes e orientar os próximos passos. Linda jazia imóvel, com as pernas abertas em posição ginecológica, coberta por lençóis azuis da cintura para baixo. O cheiro forte de sangue quente deixava o ar úmido e espesso, mas não inibia o apetite dos médicos. Durante quinze minutos, trocaram experiências gastronômicas, endereços de restaurantes e pratos que valiam a pena serem experimentados.

Na segunda hora de cirurgia, Alexsandro assumiu o controle. O silêncio dominou a sala e a equipe formou uma rodinha em volta do chefe. Seus movimentos pareciam orquestrados. Ele empunhava bisturis, linhas e tesouras como se fosse ambidestro, com segurança e delicadeza notáveis. Por debaixo das máscaras, a equipe cochichava: "Aquilo ali é o quê?", "Você viu o que ele fez com a uretra?", "Nossa quem inventou isso?" Ouviu-se até um "isso me dá até saudades do meu namorado".

Alexsandro cortou um triângulo no meio da glande e costurou as duas pontas ao avesso, formando um delicado clitóris. Os testículos foram extraídos com a ajuda de um bisturi elétrico que, ao queimar o tecido, inundou a sala com um cheiro de carne esturricada. A pele do escroto foi esticada e usada para formar os grandes lábios. Os pequenos lábios foram feitos a partir do prepúcio e parte da uretra.

A cada meia hora, Alexsandro reclinava o corpo para trás, tomando um pouco de distância para verificar a simetria. "Quem é de fora vê só barbárie, mas o olho treinado vê beleza", comentou. A hora final foi gasta costurando tudo o que foi desmembrado.

Depois de seis horas, Alexsandro deu o último ponto e declarou a cirurgia terminada. Contemplou a joia que acabara de lapidar, virou-se para um dos residentes e indagou, provocativo : "E aí, Felipe?" O rapaz não se intimidou. "Não me leve a mal, doutor, mas o conjunto da obra...", disse. Todos riram alto.

A enfermeira residente, Aline Rodrigues, de 24 anos, tinha dúvidas sobre questões de fundo. "Não sei se o sus deveria pagar por essa cirurgia", ela me disse. "Falta verba para tantas coisas mais importantes. Para mim, todo homem tem ciúmes do próprio pênis, nunca vi um que quisesse tirar. Fora que não adianta, não vai ser mulher, não pode parir", disse.

À meia-noite, Linda acordou da anestesia. As outras cinco camas da enfermaria estavam ocupadas, mas todos dormiam. Em meio à escuridão, deslizou lentamente a mão direita por baixo do lençol e seus dedos hesitantes tatearam até o meio de suas pernas. "Estou livre, cortaram", disse. Sorriu e voltou a dormir.

Pacientes amputados costumam ter a sensação de membro fantasma. Sentem sensações, dor e incômodo na parte amputada como se ela ainda existisse. Transexuais não sentem dor fantasma. "Isso só comprova que, para elas, o pênis de fato não fazia parte do corpo", explicou Alexsandro. Ele considerou a cirurgia de Linda um sucesso.

No dia seguinte, Linda dava gargalhadas que eram ouvidas em todo o 5º andar do Pedro Ernesto. Disse estar com a impressão de sorrir por dentro. As dores do pós-operatório, os fios da sonda e do soro, não eram nada comparados à satisfação com que ela experimentava seu novo corpo.

Durante a troca de curativos, pediu que tirassem uma foto do resultado com o seu celular. "Eu quero ver a cara dela", disse. Quando viu o trabalho de Alexsandro, seu rosto se iluminou. "Está perfeita, mesmo inchada já está bonita", disse, armazenando a imagem como tela de fundo do telefone. "Agora quero ver quem não vai deixar eu usar o banheiro feminino! Vou fazer xixi de porta aberta", gabou-se e gargalhou novamente.

Quatro dias depois, Linda continuava radiante. "Nasci de novo, agora vou começar a viver de verdade", falou. Havia feito escova no cabelo e modelado a linha da sobrancelha. Ela me mostrou sua carteira de identidade, colocando o polegar sobre a foto em que aparecia menos sorridente e mais masculinizada. Ali, estava seu nome de registro: Orlando Vicente. Depois de operadas, o passo seguinte das pacientes é dar entrada na Justiça para a mudança de documentos.

Como não há legislação específica, os transexuais ficam à mercê da deliberação de um juiz quando pedem a mudança oficial do nome. As interpretações são as mais diversas. Há os que permitem mudar nome e sexo nos documentos, mas não no cartório. Outros que obrigam a pessoa a escrever "transexual" no quesito "sexo". E os irredutíveis que negam todas as possibilidades.

A alegação desses últimos é que se deve preservar o interesse de terceiros. Por exemplo, evitar que um desavisado se case com um transexual. Ou que um esportista participe de competições em categorias indevidas. Alexsandro conseguiu o apoio da Defensoria Pública do Rio para seu programa de assistência aos transexuais. O que fez com que, com o laudo da operação, as pacientes levem de quatro a cinco meses para terem seus novos registros em mãos.

"Ninguém se apresenta com a genitália exposta", disse Heloísa Barboza, professora de direito civil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. "O que define homem ou mulher não é um pênis ou uma vagina. É o que a pessoa é." Como Heloísa Barboza é defensora da causa transexual, muitas vezes ela é considerada uma militante gay.

"Enquanto o Ministério da Saúde reconhece a minoria transexual, o jurídico não, o que é a cara do Brasil", ela disse, em sua casa. "Se a pessoa não obtém sua requalificação civil, o processo de transexualização não está completo." Segundo a professora, o maior entrave é de ordem moral: "É preconceito, desinformação e ignorância."

Na Inglaterra e Espanha, há leis protetoras sobre a identidade de gênero. Não é preciso que a pessoa se submeta à mudança de sexo para obter novos documentos. Heranças, pensão e acesso a plano de saúde do cônjuge são garantidos.

Depois de anos convivendo com transexuais, Heloísa Barboza formou uma opinião distinta do estereótipo vigente. Acha que, de fato, eles são pessoas conservadoras, que procuram fazer a congruência entre sexo e gênero para se enquadrarem no padrão heterossexual. "Elas sofreram tanto que buscam o modelo de maior aceitação, querem ser uma mulher como a Doris Day", disse. "Elas não são feministas, costumam ser recatadas, delicadas e menos exuberantes do que as travestis."

Luciana passou pela cirurgia há três anos e virou mulher. Mas não ficou totalmente satisfeita com o novo corpo. Magricela, adoraria ter os seios maiores, engrossar um pouco as pernas e fazer escova definitiva nos cabelos. Aos 47 anos, ela é evangélica, e guarda a virgindade para a noite de núpcias. Ganha a vida como costureira, mas seus rendimentos mensais são insuficientes para comprar os hormônios femininos que terá que tomar para o resto da vida.

Ela mora na Marambaia, subúrbio ao sul do Rio, em um casebre feito de tijolos, telhas Eternit, porta e janelas de papelão. Tudo o que possui são três máquinas de costura, uma cama coberta com lençóis gastos, um lampião, um ventilador, fogão e geladeira antigos. Ela largou a escola, no interior da Bahia, porque não suportava ouvir seu nome de batismo na chamada. A cada vez que a professora dizia "Carlos Alberto", tinha vontade de morrer.

Apesar da vida pobre, Luciana se recusa a ir ao banco para buscar os vencimentos do seguro-desemprego, só para não ser humilhada. "Vão chamar aquele nome e vai aparecer outra coisa; prefiro não ir", ela me disse, em sua casa. Também não vai a postos de saúde e por pouco não abriu mão de tirar carteira de identidade. Tremia só de pensar em ter que se apresentar para o alistamento militar. Assim que os sargentos responsáveis pela triagem a viram, logo a dispensaram. "Eu pago meus impostos, mas não me sinto uma cidadã. É um desamparo só", falou.

Uma semana depois da cirurgia, Linda recebeu alta. Antes de ir embora, teve uma aula de higiene pessoal com uma enfermeira. "É como se você estivesse ensinando para uma criança", explicou-me a chefe de enfermagem Cristiane Amorim. "É tudo novo, elas não sabem nem como se limpar."

Apesar da ardência causada pelos pontos, Linda se emocionou ao sentir o xixi escorrer por entre as pernas. Com medo de estragar a cirurgia ao subir as escadas do ônibus, pediu 50 reais emprestados a uma vizinha para voltar de táxi para casa.

Alexsandro se prepara para ir, agora em maio, à Costa Rica. Uma vez por ano, ele se junta à organização Médicos sem Fronteiras e viaja o mundo operando crianças com anomalias genitais. Além de trabalhar no Pedro Ernesto, mantém um consultório privado. Apesar de não revelar quanto cobra, uma cirurgia de mudança de sexo pode custar mais de 50 mil reais.

Linda ainda continuará com os tratamentos psicológico, psiquiátrico e médico por muitos anos. "Você acha que eu posso dar alta para um paciente desses? Isso aqui é um compromisso de vida", disse Alexsandro.

Fonte: Revista Piauí Abril 2010 ed. 43. (http://www.revistapiaui.com.br/edicao_43/artigo_1291/Como_mudar_de_sexo.aspx)Revista mensal, publicação da EDITORA ABRIL
email para parabenizar a revista, a jornalista e o doutor, pela excelente matéria (vamos nos manifestar) clarabecker@revistapiaui.com.br e redacao@revistapiaui.com.br e alex@uerj.br
Ps. Agradecimento ao editor Renato Terra e a jornalista Clara Becker pela permissão para disponibilizar no blog a reportagem completa.
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