sábado, 20 de junho de 2009

O homem por trás de Lisbeth Salander

Lisbeth e Mikael, pôster do filme de "Os homens que não amavam as mulheres".


Imagine uma heroína anoréxica de 20 e poucos anos, tatuada, cheia de piercings, cabelos negros e curtos, bissexual, antissocial, sob custódia do Estado e declarada oficialmente incapaz.
ou
Imagine uma heroína sagaz, memória invejável, 'A' hacker, vingativa obstinada, expert em boxe, altamente resistente a dor, uma espécie de 'Pippi meialonga' adulta.

Está é Lisbeth Salander (ou seria Irene Nasser? rs), a heroína de Stieg Larsson e sua trilogia magnífica de livros, a Millennium, que ao redor do mundo já vendeu e cativou milhões de leitores. Stieg entregou a editora sua trilogia em 2004 e morreu apenas alguns dias após, não tendo tempo para curtir o sucesso que seus livros fariam ao redor do mundo.

Não menos importante que Lisbeth está Mikael Blomkvist, o Super-Blomkvist, um jornalista de 40 anos, cofundador da revista Millennium e que divide o posto de protagonista da história com Lisbeth, ambos formando uma dupla imbátivel para desvendar mistérios, assassinatos, tramas sexuais e de abusos contra as mulheres.

Ao ganhar o primeiro "Os Homens que não amavam as mulheres" de amigo secreto no fim do ano passado, foi impossível não devorar cada página, de uma narrativa divertida e crítica. A espera angustiante pelo segundo livro foi suprida há alguns meses quando foi lançado "A Menina que brincava com fogo", novamente, devorei mais de 600 paginas em questão de dias.

É uma delícia quando você quer saber o final mas não quer que o livro acabe, ainda mais porque ainda não existe a última parte da trilogia traduzida para o português, nem inglês, nem alemão, o que só deve ocorrer no final deste ano.

"Os homens que não amavam as mulheres" já virou filme, mas por enquanto somente em sueco, seria delicioso poder ver o mistério da morte de Harriet Vanger ser esmiuçado pela nossa hacker e nosso jornalista favoritos, mas não existem ainda versões para download e muito menos previsão para exibição nos cinemais nacionais

Muitos afirmam que Mikael é um autorretrato de Stieg, seu próprio personagem, e se isso realmente for verdade, que pena Stieg ter morrido, ele devia ser das pessoas mais interessantes, inteligentes e sagazes que a Suécia e o mundo já viram.

Trilogia Millennium - Stieg Larsson (Editora Companhia das Letras)
1º- "Os homens que não amavam as mulheres"
2º- "A menina que brincava com fogo"
3º- " A rainha do castelo de ar" (Setembro 2009)

2 comentários:

Anna Oh! disse...

Hummmm, me interessei pela recomendação, vou procurar =)

Patricia disse...

eu estava procurando uma série pós crepusculo para ler. acho que essa entra para a lista.

:)

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